segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Qual é a pronúncia?

Prof. Pasqueale Cipro Neto

circúito
circuíto
gratúito
gratuíto

É claro que os acentos nos exemplos acima não existem, tendo sido colocados apenas para enfatizar a pronúncia. E é justamente a forma de pronunciar determinadas palavras que muitas vezes nos deixa atordoados.

É normal que, quando nos ensinam que não é correto dizer "circuíto" e gratuíto", fiquemos com certa dúvida. Afinal, é muito comum ouvirmos essas palavras pronunciadas assim, com ênfase na letra "i".

Para os gramáticos, devemos sempre respeitar a pronúncia culta. Para respeitar essa pronúncia, lembre-se de uma dica muito simples: pronuncie as palavras acima seguindo o exemplo de "muito". Ninguém fala "muíto", não é mesmo?

E as palavras "fluido" e "fluído"? Nesse caso a história é outra porque as duas palavras existem e têm significados diferentes. "Fluido" é, por exemplo, a substância que utilizamos nos freios dos automóveis. E "fluído" é particípio do verbo "fluir".

fluido = substantivo (corpo líquido ou gasoso que adquire a forma do recipiente em que está)
fluído = particípio do verbo "fluir" (correr em abundância, manar)

Vamos à pronúncia de outra palavra. Observe o trecho da canção "Não serve pra mim", um antigo sucesso de Roberto Carlos regravado pelo grupo Ira:

... Não quero mais seu amor,
não pense que eu sou ruim.
Vou procurar outro alguém
você não serve pra mim
...

O pessoal do Ira pronuncia a palavra "ruim" com ênfase no "i". E é isso mesmo. São duas sílabas: ru-im. E essas sílabas formam um hiato.

Portanto nunca chame uma coisa ruim de "rúim" porque nesse caso ela pode ficar pior!






No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Diferenças Regionais

Prof. Pasqueale Cipro Neto

A pronúncia do alfabeto no Brasil é freqüentemente tema de polêmica. Há uma música muito apropriada para abordar esse problema. Trata-se de "Forró do ABC", de Moraes Moreira e Patinhas:

No forró do A nós vamos amar
E no forró do BÊ nós vamos beber
No forró do CÊ nós vamos comer
Me depois É
E no forró do FÊ
...no forró do GUÊ...

Nessa música as letras do alfabeto são enunciadas de forma diferente em relação ao sul do país. F é chamado de FÊ, por exemplo. Não está errado, pois algumas letras têm dois "nomes".

Para reforçar, Luiz Gonzaga registrou o fato em um de seus sucessos, "ABC do Sertão", de Zé Dantas e Luiz Gonzaga. Verifique o trecho abaixo:

Lá no meu sertão pra o caboclo lê
tem que aprender novo ABC.
O J é JI, o L é LÊ
o S é SI, mas o R tem nome de RÊ....

Nessa letra temos o alfabeto como é dito no Nordeste. Essas formas estão registradas nos dicionários.

Portanto pais e educadores, especialmente do sul do país, não devem repreender crianças que mantêm a forma de pronunciar o alfabeto da sua região de origem. Elas estão absolutamente certas.

No Sul não houve preconceito quando chamavam o antigo caminhão da Fábrica Nacional de Motores de FENEMÊ. Ninguém corrigia para FNM: EFE/ENE/EME. A maneira nordestina de pronunciar o alfabeto é sem dúvida legítima.




No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma boa alimentação favorece uma boa memória no Vestibular

Redação Universo Educação

Nesta época do ano milhares de estudantes estão na reta final para a realização da prova do vestibular. É nesse momento que se deve ficar atento na escolha dos alimentos que serão ingeridos. De acordo com Bruna Iasi, nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, uma alimentação equilibrada pode aumentar a memória, melhorar a capacidade cardiorrespiratória, a oxigenação cerebral e a circulação sanguínea no cérebro ajudando o candidato a utilizar todo conhecimentos adquirido durante o ano.

Quem se prepara para a maratona de provas deve dar atenção especial à alimentação na véspera e no dia do exame. “Alimentos pesados devem ser evitados até 48 horas antes da prova. Isso porque eles demoram a ser digeridos e assimilados pelo fígado e as toxinas precisam deste prazo para serem liberadas. Além disso, os alimentos muito gordurosos tem uma digestão mais lenta e por isso, necessitam de maior fluxo sanguíneo para o estômago podendo levar a sonolência. Entra nessa lista a famosa feijoada, batata-frita, bife à milanesa entre outros”, explica a nutricionista.

O consumo de alimentos de procedência e qualidade duvidosa pode levar a uma infecção intestinal deixando o vestibulando impossibilitado de realizar a prova em virtude do mal estar, vômito e diarréia.

O Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, localizado em São Paulo, é um dos maiores do País, conta com cerca de 780 médicos e atua em 44 especialidades. Realiza anualmente cerca de 10 mil cirurgias, 12 mil internações, 200 mil consultas ambulatoriais e 110 mil atendimentos de Pronto-Socorro.

Recomendação da Nutricionista

O Que se deve comer e quando comer para obter o resultado esperado.

* Consumir ao menos uma porção de carboidratos (pão, macarrão, arroz), proteínas (carne, queijo, leite) e fibras (frutas, verduras, aveia).

* Beber muita água para manter uma boa hidratação que auxilie em todo funcionamento do organismo.

* Fazer cinco refeições: café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde, jantar, ceia.

* Comer várias vezes ao dia em pequenas quantidades. Os lanches podem ser frutas, barra de cereal, lanche natural.

No dia da prova:

Se a prova for durante a manhã:

* Café da manhã: 2 fatias de pão integral com margarina e peito de peru light. 1 xícara de leite com café ou chocolate. 1 fruta.

Se a prova for durante a tarde:

* Almoço: arroz integral (3 colheres), lentilha (2 colheres), 1 unidade de frango grelhado, salada de alface e tomate, doce de fruta, 1 copo de suco de frutas natural.

Alimentos que favorecem a memória e auxilia nas funções cerebrais:

* Morango: A fisetina, uma substância que existe naturalmente em morangos e outros vegetais e frutas, estimula mecanismos do cérebro que melhoram a memória de longo prazo, induzem a diferenciação, ou amadurecimento, de células do sistema nervoso. O processo de maturação desencadeado pela fisetina também é importante na formação da memória, um processo chamado de "potencialização de longo prazo", ou PLP. A PLP permite que memórias sejam armazenadas no cérebro, ao estabelecer conexões mais fortes entre os neurônios.

* Peixes de águas frias e profundas, óleo de linhaça (ricos em ômega 3): Mais de 20% do cérebro é constituído de substâncias gordurosas que desempenham importantes funções. Por isso, a saúde do nosso cérebro depende da quantidade de gordura que ingerimos, e, principalmente, do tipo de gordura que consumimos. Ou seja, a performance mental exige um tipo específico de gordura: o Ômega 3.

* Ervilhas, pão integral, batata (ricos em tiamina): A tiamina é necessária para que a glicose presente no sangue produza acetilcolina, que transmite as mensagens entre os neurônios, sendo assim crucial para a memória e concentração.