sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Á Inovação facilitou a Matemática

Redação Universo Educação

O ensino de Matemática ainda faz torcer o nariz de muitos alunos e até de educadores pouco afeitos ao mundo dos números. Embora muitos não saibam, a região de Maringá anda produzindo “nerds” - conhecedores da matéria – em Matemática.

Durante a Olímpiada Brasileira das Escolas Públicas (Obmep) do Brasil no ano passado, dois alunos da região de Maringá arrebataram duas medalha de prata, outros 6 de bronze e 117 receberam menção honrosa do Ministério da Educação e Cultura (Mec).

Alunos da rede estadual e municipal receberam os prêmios neste segundo semestre do MEC. O concurso que está na sua 6ª edição este ano, já teve sua primeira etapa no dia 25 de dezembro, e 1,3 mil alunos de 3,1 estudantes da rede estadual e municipal de Maringá se classificaram para prestar a segunda etapa, que acontece no dia 24 de outubro. Os alunos farão os testes matemáticos dessa nova etapa na Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 14h30 e 17h30.

Em 2008, mais de 18 milhões de alunos se inscreveram na competição e cerca de 98% dos municípios brasileiros estiveram representados. O aluno da Escola da Escola Municipal Fernão Dias, João Pedro Delmônico, 13 anos, em Maringá, é um destes milhões de sumidades anônimas do mundo dos números.

“Ele (João Pedro, aluno) me surpreendeu, pois resolve os problemas matemáticos seguindo métodos próprios”, destaca ao falar do pupilo a professora de Matemática, Solange Baliscei, 27 anos ministrando a matéria na rede municipal e a 25 anos na rede estadual.

A educadora conta que o grande segredo do aprendizado de matemática está em ensinar o aluno a partir da vivência e da construção de objetos. Ela conta que utiliza o Origami – técnica oriental de dobradura de papéis que dão forma a objetos, astros, bichos, aves entre outros.

Segundo ela, através desta brincadeira de montar formas, o aluno aprende noções de geometria e cálculo, além de aprender a criar seu próprio método para solução de problemas. “O aluno é o sujeito de seu próprio conhecimento”, resumiu.

''E'' com valor de ''Mais''

Prof. Pasquale Cipro Neto




conjunção aditiva, transmitindo a idéia de soma. "Aditiva" vem de "adição"; ambas são palavras cognatas.

Mas será que o "e" é sempre usado estritamente para somar? Veja este trecho da letra de "Te ver", canção gravada pelo grupo mineiro Skank:

Te ver e não te querer
é improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
é insuportável, é dor
incrível...

Agora compare as frases abaixo:

Te ver e não te querer...
Ele estuda e trabalha.

Na sua opinião, a palavra "e" tem o mesmo sentido em ambos os casos? Repare como na primeira frase o "e" pode ser substituído pelo advérbio "mas":

Te ver, mas não te querer

Veja outros exemplos em que o "e" aparece na frase com um matiz adversativo:

Deus cura e o médico manda a conta
Deus cura, mas o médico manda a conta
O amor é grande e cabe no breve ato de beijar
O amor é grande, mas cabe no breve ato de beijar

A conjunção "e", fundamentalmente aditiva, pode ganhar, conforme o contexto, uma tonalidade mais adversativa, ainda que continue, sintaticamente, a funcionar como aditiva.





No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Deputado por um Dia

Redação Universo Educação

O aluno Richard Santos Oliveira, 13 anos, de São José dos Campos, foi selecionado entre mais de 600 estudantes de todo o Brasil para participar da quarta edição do Câmara Mirim. Ele estará em Brasília no próximo dia 22 para defender um projeto de sua autoria na Câmara dos Deputados.

Richard estuda na Escola Municipal Elizabete de Paula Honorato, no Jardim Mariana I. O projeto apresentado por ele é parte de uma atividade proposta em sala de aula. Ele defenderá uma lei que estabelece a obrigatoriedade de todos os prédios públicos a serem construídos terem um sistema de armazenamento e reaproveitamento da água das chuvas.

Ele será único representante da região sudeste a defender uma proposta no plenarinho da Câmara Federal. “Fiz esse projeto de lei pensando no desperdício da água e quero ampliar a conscientização sobre esse assunto porque água da chuva pode ser reaproveitada em banheiros e jardins”, explicou.

Segundo a professora Luzia Angela Barnett, que incentivou os alunos da escola da região leste da cidade a participarem do concurso, a proposta ensina aos jovens mecanismos da democracia. “Acho interessante, pois com a atividade, os estudantes vêem os problemas e também propõem soluções.”

Ela contou que somente daquela escola saíram mais de 30 propostas de leis, a maioria com enfoque no combate à violência, atenção à saúde e ao meio ambiente. “Os alunos mostram que estão ligados à realidade que os cerca”, disse Luzia.

Com frio na barriga para viajar pela primeira vez de avião, Richard já tem ensaiado o discurso para defender seu projeto. “Eu sei que algumas empresas já reutilizam a água da chuva, mas minha idéia é que isso se torne oficial.”

Richard é o segundo aluno da escola a participar da Câmara Mirim, em Brasília. No ano passado, uma aluna também foi selecionada pelo programa que simula uma sessão legislativa da Câmara Federal e é destinado a alunos do 5º ao 9º anos do ensino fundamental de escolas públicas e particulares do país.

Os estudantes no papel de deputados-mirins discutem, em plenário, três projetos de lei selecionados entre as propostas enviadas pelas crianças. Aprovados em plenário, os projetos de lei costumam ser apadrinhados por deputados federais e encaminhados às comissões permanentes da Câmara para análise.

Este ano, além da proposta de Richard Santos Oliveira, de São José dos Campos, a Câmara Mirim analisará os projetos de João Pedro de Souza Mello, de Brasília(DF), sobre fumo perto de crianças, e do estudante Carlos Marcus da Silva, de Iracema(CE), que prevê mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).