quarta-feira, 26 de maio de 2010

''Não haverá obrigatoriedade para Enem dos professores'', afirma deputado

do Universo Educação

O Exame Nacional para Ingresso na Carreira Docente, instituído pelo Ministério da Educação, não deverá ter caráter obrigatório, conforme declarou hoje o deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT-MS), relator do projeto na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. “Ainda esta semana darei meu parecer sobre o projeto”, revelou o deputado, que acredita não ser necessário tornar a prova obrigatória, pois isto poderia causar um entrave na formação e contratação de novos professores.

“Esta será mais uma ferramenta de avaliação do candidato à professor da rede pública, como já o é hoje, por exemplo, a prova de títulos”, disse Biffi. Por este motivo, o deputado acredita que os professores se motivarão a realizar o exame, já que a nota poderá ser usada como um dos critérios de escolha, conforme determinação de cada Secretaria de Educação. “O MEC está apenas colocando esta prova como uma etapa classificatória para ingressar na carreira. Não existe a possibilidade do Exame para Ingresso na Carreira Docente substituir o concurso público”, declarou Biffi, sobre a preocupação da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), expressa pelo seu presidente Jaime Teixeira. O deputado também concorda com a posição do presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves, de que o Exame não servirá para melhorar a qualidade do ensino nas salas de aula: “o que realmente falta para que esta melhoria aconteça efetivamente é uma capacitação e acompanhamento permanentes dos professores”, finalizou Biffi.

O deputado lembrou ainda que o ministério colocou os detalhes deste projeto sob consulta popular até 02 de julho, para depois regulamentar o processo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

MEC cria Enem para professores

do Universo Educação

O Ministério da Educação (MEC) instituiu, ontem, o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que já está sendo chamado de "Enem dos Professores" - em referência ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado por estudantes. A ideia é utilizar a prova como critério para a seleção de professores nas redes estaduais e municipais de ensino que aderirem ao programa.

Por meio de suas assessorias de imprensa, tanto a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) como a Secretaria Municipal de Educação (SME) declaram ainda não terem um posicionamento sobre a iniciativa, alegando que a medida é nova. A Seduc acrescentou que, por conta da municipalização da educação, quase não possui escolas dentro da faixa proposta pelo MEC para aplicação das provas.

A primeira edição do exame será realizada no ano que vem. Inicialmente, poderão participar educadores dos primeiros anos do Ensino Fundamental (1º ao 5º) e da Educação Infantil. Depois, o projeto poderá abranger, também, os anos finais da educação fundamental e do Ensino Médio.

Portaria

Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ficará responsável pela prova, que será constituída de uma avaliação de conhecimentos, competências e habilidades. Uma consulta pública sobre o exame está aberta desde quarta-feira passada e durará 45 dias, no site do Inep (
http://www.inep.gov.br).

Existirá ainda um banco de questões no qual secretários e professores poderão dar sugestões. Especialistas, juntamente com a equipe técnica do Inep, irão fechar a matriz. A prova vai reunir temas como metodologia de ensino, políticas educacionais e conteúdos específicos.

A avaliação acontecerá uma vez por ano, e as secretarias que aderirem é que vão decidir se a seleção terá fase única ou usarão a prova como fase do processo. A expectativa é de que os resultados possam ajudar na elaboração de melhorias para o ensino. Uma pesquisa internacional foi realizada para criar o programa. Países como Cuba e Inglaterra, que buscam um padrão para professores, foram nações analisadas. Os procedimentos, prazos e outros aspectos operacionais, assim como a inscrição dos interessados e outras normas, serão estabelecidos em nova portaria do Inep.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, disse que a entidade recebeu com surpresa a divulgação do exame. "Sempre somos chamados para discutir com o MEC, mas isso não aconteceu agora", afirmou. "O que sabemos é o que está sendo veiculado pela imprensa".

Portanto, acrescentou Carlos Eduardo, a entidade não poderia emitir uma opinião aprofundada sobre o conteúdo da portaria. Ele declarou, porém, que a prova será usada principalmente por municípios menores, tendo em vista os custos altos para a realização de concursos. "As notas deste ´Enem´ poderão ser utilizadas no avanço de carreira dos professores, o que hoje é feito com base no tempo de serviço e no mérito".

Número: Flexão de palavras compostas

PROF. PASQUALE CIRPO NETO



Palavra composta é aquela que resulta da fusão de duas ou mais palavras. Algumas podem surpreender: "planalto", por exemplo, é resultado da soma de ""plano" e "alto", e "petróleo" resulta da soma de "pedra" e "óleo". "Planalto" e "petróleo" são palavras compostas, como "couve-flor" e guarda-chuva".

Vejamos um trecho da letra de "Anjo de mim", canção de Ivan Lins e Vítor Martins:

Anjo de mim
Me faz amor
Abraçadinho
Meu coração
Começo e fim
Meu pôr-de-mim

Observe que o poeta Vítor Martins, autor da letra, criou a expressão "pôr-de-mim". Ela se assemelha a "pôr-do-sol", que por sua vez aparece na canção "Lilás", de Djavan:

... Raio se libertou
Clareou muito mais
Se encantou pela cor lilás
Prata na luz do amor
Céu azul
Eu quero ver o pôr-do-sol
Lindo como ele só
E gente pra ver e viajar
no seu mar de raio

Como fica o plural de palavras compostas, como "pôr-de-mim", "pôr-do-sol", "mula-sem-cabeça", "pé-de-moleque" etc.? Todas essas palavras são substantivos compostos com preposição entre as duas palavras que os formam. Para formar o plural, basta que se flexione apenas o primeiro elemento:

mulas-sem-cabeça
pés-de-moleque
pores-do-sol
pores-de-mim


Cuidado com um detalhe: o verbo "pôr" tem um acento diferencial. Já o plural do verbo substantivado, "pores", não leva o acento.