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terça-feira, 6 de julho de 2010

Escola com pior ideb de São Paulo, acredita em erro do MEC

do Universo Educação

A escola Helena Borsetti do distrito São Lourenço do Turvo, em Matão, teve o pior desempenho de todo o Estado de São Paulo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Apesar disso, diretoria, pais e alunos não concordam com o resultado e acreditam em um erro do Ministério da Educação.

Alunos e pais ficaram inconformados com o resultado de 2,2. Para eles, o péssimo resultado fere outros. Em 2005, os estudantes foram considerados na mesma prova os melhores do estado e do país.

No ano passado, quando fizeram a prova, os alunos estranharam o grau de facilidade da prova. As questões que eram para ser respondidas em duas horas foram finalizadas em 30 minutos. A diretora da escola, Milena Ferreira, diz que houve um erro na prova e no gabarito de repostas. “A prova era de 4ª série, mas os gabaritos e a folha de presença dos alunos era de 8ª”, disse.

Na época, a professora Rosalina do Nascimento era responsável por aplicar a prova e acompanhar os alunos. Ela diz que alertou sobre o problema. “Fizemos uma ata relatando tudo. Embrulhamos essa prova e escrevemos cancelada em cima”, explicou.

A diretora do Departamento de Educação, Claudionice Bellintani, disse que entrará em contato com o Ministério da Educação (Mec) para saber quais providências serão tomadas a respeito do caso.

O MEC informou que assim que os resultados forem publicados no Diário Oficial da União, o que deve acontecer nesta semana, as redes de ensino terão até 30 dias para pedir a correção dos dados.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nos jogos da copa, Escolas vão dispensar o uso de uniforme

do Universo Educação

Escolas particulares vão permitir que os alunos vistam camiseta verde e amarela e acessórios em comemoração à Copa do Mundo, em vez dos uniformes, para torcer pelo Brasil. Na maioria dos colégios privados, o uso do uniforme é obrigatório.

Nos colégios Dante Alighieri e Franciscano Pio XII, em São Paulo, a dispensa da obrigatoriedade vai ocorrer somente no momento dos jogos. Nas unidades, haverá telões para que funcionários e estudantes assistam às partidas.

O diretor-geral pedagógico do Colégio Dante Alighieri, Lauro Spaggiari, disse que é interessante que os alunos vivam o momento da Copa. “Em eventos anteriores permitimos o uso de camisetas da seleção durante os jogos. Foi muito interessante exibir os jogos no colégio. A repercussão é boa e as famílias gostam.”

Já nas escolas de todo o país conveniadas com o Colégio Dom Bosco, o uso do traje em homenagem à Copa está liberado durante todo o mundial. A instituição desenvolveu uma camiseta verde e amarela exclusiva para que os alunos usem neste período. Para a diretora, Lucélia Secco, é importante reforçar a relação dos brasileiros com os esportes, por meio das cores na qual o Brasil é reconhecido no mundo todo.

No Colégio Bandeirantes, em São Paulo, o uniforme é exigido somente nas aulas de educação física. Nas demais atividades, os estudantes podem usam outras roupas, inclusive, camisetas de times de futebol, segundo o coordenador do vestibular, Osmar Antonio Ferraz.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares no Estado de São Paulo, José Augusto de Mattos Lourenço, disse que as escolas têm liberdade para flexibilizarem ou não o uso dos uniformes. “O ideal é haver uma conversa com a direção da escola para evitar conflitos. Mas, nestes períodos, o nacionalismo impera e é importante que os colégios aproveitem o momento para incentivar os alunos.”

Redes municipal e estadual

Nas redes de ensino municipal e estadual do estado de São Paulo, o uso de uniformes não é obrigatório. As assessorias de imprensa das duas secretarias afirmaram que nenhum estudante será barrado na porta da escola, caso apareça com roupa verde e amarela na hora da aula.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lei obriga toda escola a ter uma Biblioteca

do Universo Educação

Um lei publicada na edição "Diário Oficial da União" obriga todas instituições públicas e privadas de ensino do país a terem uma biblioteca, cabendo às escolas adaptar o acervo conforme as necessidades e promover a divulgação, preservação e o funcionamento dos espaços.

A Lei 1.244/2010 determina ainda que toda escola tenha um acervo de pelo menos um livro por aluno matriculado.

As escolas terão até dez anos para instalar os espaços destinados aos livros, material videográfico, documentos para consulta, pesquisa e leitura.

Em MG, Professores da rede estadual de ensino suspendem greve por 48 dias

do Universo Educação

Os servidores estaduais da educação de Minas Gerais decidiram suspender, a greve que começou no dia 8 de abril. De acordo com a assessoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), a decisão passa a vigorar a partir do momento em que a Secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, assinar o termo de acordo criado na reunião dessa segunda-feira.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) tinha deferido o pedido feito pelo estado e autorizou a adoção de medidas que considerar necessárias para que seja normalizada a prestação do serviço público de educação.

Representantes do governo do estado e diretores do Sind-UTE se reuniram na Assembleia Legislativa e criaram um documento para colocar fim à greve. Entre os pontos do termo estão a realização de um estudo para incorporar vantagens e gratificações ao salário base dos servidores e o pagamento dos dias parados em uma folha complementar que será emitida no próximo mês.

terça-feira, 25 de maio de 2010

MEC cria Enem para professores

do Universo Educação

O Ministério da Educação (MEC) instituiu, ontem, o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que já está sendo chamado de "Enem dos Professores" - em referência ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado por estudantes. A ideia é utilizar a prova como critério para a seleção de professores nas redes estaduais e municipais de ensino que aderirem ao programa.

Por meio de suas assessorias de imprensa, tanto a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) como a Secretaria Municipal de Educação (SME) declaram ainda não terem um posicionamento sobre a iniciativa, alegando que a medida é nova. A Seduc acrescentou que, por conta da municipalização da educação, quase não possui escolas dentro da faixa proposta pelo MEC para aplicação das provas.

A primeira edição do exame será realizada no ano que vem. Inicialmente, poderão participar educadores dos primeiros anos do Ensino Fundamental (1º ao 5º) e da Educação Infantil. Depois, o projeto poderá abranger, também, os anos finais da educação fundamental e do Ensino Médio.

Portaria

Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ficará responsável pela prova, que será constituída de uma avaliação de conhecimentos, competências e habilidades. Uma consulta pública sobre o exame está aberta desde quarta-feira passada e durará 45 dias, no site do Inep (
http://www.inep.gov.br).

Existirá ainda um banco de questões no qual secretários e professores poderão dar sugestões. Especialistas, juntamente com a equipe técnica do Inep, irão fechar a matriz. A prova vai reunir temas como metodologia de ensino, políticas educacionais e conteúdos específicos.

A avaliação acontecerá uma vez por ano, e as secretarias que aderirem é que vão decidir se a seleção terá fase única ou usarão a prova como fase do processo. A expectativa é de que os resultados possam ajudar na elaboração de melhorias para o ensino. Uma pesquisa internacional foi realizada para criar o programa. Países como Cuba e Inglaterra, que buscam um padrão para professores, foram nações analisadas. Os procedimentos, prazos e outros aspectos operacionais, assim como a inscrição dos interessados e outras normas, serão estabelecidos em nova portaria do Inep.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, disse que a entidade recebeu com surpresa a divulgação do exame. "Sempre somos chamados para discutir com o MEC, mas isso não aconteceu agora", afirmou. "O que sabemos é o que está sendo veiculado pela imprensa".

Portanto, acrescentou Carlos Eduardo, a entidade não poderia emitir uma opinião aprofundada sobre o conteúdo da portaria. Ele declarou, porém, que a prova será usada principalmente por municípios menores, tendo em vista os custos altos para a realização de concursos. "As notas deste ´Enem´ poderão ser utilizadas no avanço de carreira dos professores, o que hoje é feito com base no tempo de serviço e no mérito".

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Estudantes Solidários recolhem agasalhos em escolas

do Universo Educação

O inverno está cada vez mais próximo e o frio já começou a dar as caras. Por isso o Kzuka, em parceria com a Six Travel, está visitando escolas da região levando uma proposta solidária e divertida aos alunos. O Recreio Solidário incentiva os estudantes a doarem agasalhos enquanto uma banda anima a garotada.



Em sua primeira edição, o projeto já é sucesso. Escolas que receberam o projeto demonstraram dedicação e engajamento à causa. Na última sexta-feira, a galera do Colégio São José arrecadou pelo menos 8 mil peças de roupas. Além do grande número de doações, as sacolas foram decoradas e ordenadas para serem distribuídas entre instituições sociais da cidade.

Outros colégios como o Mutirão Objetivo e o La Salle Carmo também deram show de solidariedade. No dia 14 de Maio, o Colégio São Carlos vai receber o projeto.

O projeto precisa de ajuda para transportar as doações e está à procura de empresas voluntárias. Para ajudar, ligue entre 14h e 18h para o (54) 3218.1229, com Paula.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Recife tira livros de Educação Sexual de escolas

do Universo Educação

Escrito por um autor premiado pela Academia Brasileira de Letras e considerado referência nacional no tema da educação sexual infanto-juvenil, o livro "Mamãe, como eu nasci?", de Marcos Ribeiro, foi recolhido ontem das escolas da rede municipal de Recife. A ordem partiu da Secretaria de Educação, depois que o livro despertou polêmica entre professores, alunos e até na Câmara Municipal, onde chegou a ser chamado de "cartilha pornô".

O livro aborda o sexo sem disfarce e é farto em ilustrações, inclusive com cenas de masturbação. Um menino manuseia o órgão genital ao tomar banho numa banheira, e uma menina faz o mesmo assistindo à televisão.

A publicação tem 18 anos, é aprovada pelos Ministérios da Saúde e da Educação, e adotada por estados e municípios de todo o país. Só este ano começou a ser distribuída em Recife. Foi entregue a 25 mil alunos com idades entre 7 e 10 anos.

As reações começaram na última quinta-feira, logo após a entrega do livro aos alunos. Na Escola Municipal Santo Amaro, a vendedora Aline Maciel, de 20 anos, disse que chegou a esconder o livro da irmã de 9 anos, temendo a reação do pai, que "é muito tradicional". Na sexta-feira, o secretário de Educação, Cláudio Duarte, disse que o livro seria mantido. Mas, anteontem, a reação chegou à Câmara. O vereador André Ferreira (PMDB) disse que a obra contém "explicações estarrecedoras" sobre o sexo e, com outros três vereadores, pediu o veto à publicação.

O secretário mandou recolher os volumes, mas disse que a medida não é definitiva:

''Sexo será um tema sempre polêmico, até o Brasil se tornar um país desenvolvido. É um assunto tão controvertido quanto aborto, homossexualismo e drogas. Estamos orientando o recolhimento do livro para construir uma abordagem metodológica. Faremos um debate sobre o tema, ouvindo pais, diretores e professores. Não estamos nos rendendo à crítica política, apenas abrindo o debate técnico.'', afirma.

Com informações do jornal O Globo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Estão encerradas inscrições para 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática

do Universo Educação

Estão encerradas as inscrições para a 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2010), dirigida aos estudantes do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio das escolas públicas.

A Olimpíada de Matemática é uma promoção do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério da Educação (MEC), com realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul.

A OBMEP é um projeto que visa criar um ambiente estimulante para o estudo da matemática entre alunos e professores das escolas públicas. Voltada para as escola estaduais e municipais, seus estudantes e professores, a OBMEP tem o compromisso de afirmar a excelência como valor maior no ensino público. Suas atividades vêm mostrando a importância da matemática para o futuro dos jovens e para o desenvolvimento da educação.

Outras informações com Alessandra na, da SED, no telefone (67) 3318-2242.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dificuldade em redação, Ortografia, Pode ser dislexia

do Universo Educação

Darby Lima já tinha repetido a quarta série e continuava colecionando notas vermelhas. As broncas do pai não adiantavam. O menino estudava, mas nas provas respondia o que não era perguntado e era incapaz de prestar atenção nas aulas. Já no Ensino Médio, ouviu uma professora dizer que “aquele aluno não vai chegar longe, não”. “Me sentia burro”, diz Darby, hoje no oitavo semestre da Universidade de Brasília (UnB) e há dez anos diagnosticado como portador de dislexia.

Os cientistas ainda não sabem, ao certo, a causa do distúrbio, mas estimam que ele atinja entre 5 e 15% da população mundial – entre eles, personalidades como Albert Einstein, Pablo Picasso e Tom Cruise. O portador costuma embaralhar letras e números de formatos ou sons semelhantes (trocar vaca e faca, por exemplo, ou confundir b e d).

A dislexia afeta principalmente a capacidade de ler, escrever e se concentrar, mas não interfere no raciocínio lógico, nem nas habilidades artísticas. A memória também pode ser afetada. Mas apesar das dificuldades com ortografia, redação e línguas, os disléxicos podem ter desempenho satisfatório em ciências, exatas ou artes.



“O disléxico é uma pessoa inteligente, mas tem extrema dificuldade de pôr o que sabe no papel ou interpretar textos escritos. Vai mal nas provas, mesmo que tenha todas as respostas na ponta da língua, e muitas vezes é tratado como preguiçoso ou indisciplinado”, explica Maria Angela Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

Superação

Provavelmente hereditária, a dislexia não é considerada doença, nem tem cura. “É preciso aprender a conviver com ela e criar estratégias para compensar as limitações”, diz Maria Angela.

Com acompanhamento de psicólogos, psicopedagogos e neurologista, Darby aprendeu a se concentrar e melhorou o rendimento na escola. Na quarta tentativa, foi aprovado no vestibular de Geologia da UnB.

“Na época, não sabia que tínhamos direitos especiais nas provas”, diz o universitário. Apesar de não ser obrigatório por lei, os principais vestibulares oferecem condições especiais para os disléxicos fazer o exame.

Para ter direito a isso, é necessário apresentar laudo médico que confirme o diagnóstico de dislexia. “Muitas vezes o distúrbio é confundido com problemas de visão, de audição ou déficit de atenção”, diz Maria Angela.

O diagnóstico e o tratamento são complexos e exigem equipes multidisciplinares – normalmente, formadas por neurologistas, pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos e oftalmologistas. Pessoas de baixa renda podem fazê-lo gratuitamente em ONGs e associações de apoio ao disléxico, como a ABD.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

No PR, Sete escolas iludidas com falso prêmio

do Universo Educação

Pelo menos sete instituições de ensino no Paraná caíram no golpe do falso prêmio do Ministério da Educação (MEC). O Instituto Bra sileiro de Pesquisa de Qualidade Gomes Pimentel (IBPQGP), sediado em Guarulhos (SP), fingia dar um prêmio em nome do governo federal. E cobrava entre R$ 2 mil e R$ 3 mil das instituições que recebiam o “Prêmio Nacional de Ex celência em Qualidade no En sino”. O MEC nega vinculação com o instituto e a Polícia Federal está investigando o caso.

Segundo denúncia feita anteontem pelo jornal Folha de São Paulo, 150 escolas, cursinhos, supletivos, centros universitários e faculdades eram “premiadas” pelo Instituto desde 2005. Entre elas estão instituições reprovadas ou mal avaliadas pelo MEC. O prêmio só seria entregue após um pagamento. Até o ano passado, o valor era de R$ 2 mil. Para a entrega da premiação neste ano, o valor teria subido para R$ 3 mil. Após a denúncia, o instituto cancelou a edição 2010 do prêmio.

De acordo com a lista publicada pelo jornal, sete instituições paranaenses caíram no golpe em 2009 (veja no infográfico). Os representantes do instituto diziam que o prêmio se devia ao bom desempenho das escolas em avaliações do MEC. O valor pago serviria para ajudar a bancar a festa de entrega da premiação.

Um dos colégios listados na edição de 2008 do “prêmio” nega ter feito pagamento ao Instituto Gomes Pimentel. A diretora do Colégio Anjos Custódios, Irmã Maria Gonçalves, disse que recebeu durante vários anos a indicação por e-mail, mas nunca respondeu ao instituto e nem pagou por participação em jantares. “Sempre desconfiei da idoneidade deste prêmio”, diz. Porém a notícia da indicação do prêmio ainda consta no site do colégio, que está localizado em Marialva, Região Noroeste do estado.

Na carta publicada no site do colégio e assinada pelo diretor-geral do Instituto Gomes Pi mentel, Luiz Nogueira, dados da avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e do Ministério da Educação são citados como fontes da pesquisa para a premiação. A reportagem tentou contato com representantes do instituto, mas ninguém atendeu ao telefone informado no site.

MEC

Em nota enviada à imprensa, o MEC negou qualquer tipo de vinculação à premiação e afirmou ter solicitado à Polícia Federal abertura de investigação e inquérito por falsidade ideológica e formação de quadrilha – além de eventuais crimes relacionados, já que o grupo utilizava o nome do MEC e as marcas do governo federal na emissão dos certificados. Na esfera cível, o MEC, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU), vai pedir imediatamente que o Instituto Gomes Pimentel identifique todas as instituições que receberam certificados, para que os recolha, além de proibir a emissão de novos papéis desse tipo.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR), Ademar Pereira, afirma que a entidade não recebeu reclamações de instituições de ensino que foram lesadas pelo “falso prêmio”. “É preciso ficar atento e em caso de dúvida entrar em contato conosco. O Sindicato tem estrutura jurídica para verificar a idoneidade da empresa que está oferecendo o serviço”, diz. Outras informações podem ser obtidas no site
www.sinepepr.org.br.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Excelentes Exemplos: Ótimas notas na Escola

do Universo Educação

Se for preciso comprar um tênis para um estudante porque isso vai significar um melhor desempenho dele na escola, compra-se. Esse é o princípio do programa Jovem Futuro, do Instituto Unibanco, que dá apoio financeiro a escolas de Ensino Médio em todo o país. Além do recurso repassado mensalmente, a instituição dá lições de gestão às diretorias para que o dinheiro seja aplicado onde é mais necessário e para que os investimentos deem resultado. Seja uma sala de informática, um curso de aperfeiçoamento, um prêmio por desempenho ao professor. Ou um tênis.

O foco do instituto no longo prazo é melhorar a mão-de-obra disponível em solo brasileiro, isso porque o baixo nível educacional ainda é um dos principais obstáculos para o crescimento e o desenvolvimento do país.

André Urani, doutor em economia pelo Delta, de Paris, e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), reforça a preocupação dos criadores do projeto:

''Um mundo globalizado não consegue gerar bons postos de trabalho para quem não tem Ensino Médio.'', afirma.

Os resultados parciais do programa mostram uma melhora significativa no rendimento dos alunos participantes. Em um ano, as escolas beneficiadas aumentaram o número de estudantes com proficiência em português e matemática. O mesmo crescimento levou cinco anos nas escolas não credenciadas.

Questionada sobre a eficácia do projeto, Wanda Engel, superintendente do Instituto e idealizadora do programa, comemora.

''As pessoas acreditam que, para mudar, se precisa fazer muito. O projeto prova que microrrevoluções, os pequenos milagres, são possíveis. Com relações sociais antagônicas, não tem sociedade sustentável para ninguém'' garante Wanda.

sexta-feira, 9 de abril de 2010