do Universo Educação
As aulas no Instituto Estadual de Educação (IEE) voltam ao norma. Durante o dia, pelo menos 3 mil alunos ficaram sem atividades. O motivo é conhecido: 69 professores não receberam o salário integral do mês de março. No fim da tarde, a Secretaria de Educação emitiu uma nota prometendo o pagamento até sexta-feira.
Os professores já haviam parado nos dias 25 e 26 de março ao saberem da redução irregular na folha de pagamento. Por um erro gerado pela escola, eles deixaram de receber valores que podem chegar a R$ 600.
É o caso do professor de História, Norberto Corrêa, que recebeu R$ 1.011, mas faltou R$ 600 que se referem à chamada regência, uma espécie de gratificação só por estar dentro da sala de aula, que corresponde a 25% dos vencimentos; e às aulas excedentes. No caso de Norberto, são duas aulas a mais semanais que ele ministrou, mas não recebeu por elas.
Paralisação
Segundo os professores e a diretora geral do IEE, Gilda Mara Marcondes Penha, na primeira paralisação há cerca de 10 dias, Elizete Mello, diretora de desenvolvimento humano da Secretaria de Educação, prometeu que o pagamento atrasado aconteceria até o dia 5 de abril. Como os professores não receberam até esta terça-feira, eles voltaram a parar.
''Um educador deve cumprir sua palavra e não foi o que aconteceu. Agora os professores não acreditam mais que o pagamento vai sair'', dispara a diretora, Gilda Penha.
Mello contesta a afirmação. Disse que prometeu encaminhar as folhas suplementares de pagamento até o dia cinco e isso foi feito. Mas, tecnicamente, para o dinheiro chegar à conta dos professores precisa passar pela Secretaria de Administração, onde é feito um teste da folha, e depois pela Secretaria da Fazenda, que efetua o depósito na conta do servidor. Esse processo demora três dias.
Boa parte dos alunos do IEE ficou pelo pátio da escola. Eles deverão repor as aulas no período de férias.
Segundo Mello, professores de uma escola em Araranguá e de outra em Criciúma também sofreram com o mesmo problema e aguardam para essa semana a complementação do salário.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Plano Nacional de Educalção chega ao Congresso este mês
do Universo Educação
As propostas aprovadas na primeira Conferência Nacional de Educação (Conae), encerrada no último dia 1, após quatro dias de discussões, devem chegar ainda este mês ao Congresso na forma de projeto do novo Plano Nacional de Educação, que norteará o setor nos próximos dez anos. Segundo a senadora Fátima Cleide (PT-RO), presidente da Comissão de Educação no Senado, até julho ele deverá ter sua tramitação concluída.
"A maior vitória dos educadores brasileiros no Conae foi a aprovação da proposta de vinculação de 10% dos recursos do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação", afirmou Fátima Cleide. Além da vinculação ao PIB, o novo Plano inclui a destinação de 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a educação. Do total dos recursos, 30% ficariam com a União para investimento em educação profissional e superior e 70% com estados e municípios para aplicação em educação básica.
Além do financiamento para a educação, pela primeira vez foram discutidos temas como acesso, permanência e sucesso de alunos nas escolas. A democracia na gestão do ensino, a valorização dos profissionais, a diversidade nas escolas e os direitos humanos foram outros temas debatidos.
Outra proposta aprovada na Conae reserva 50% das vagas nas universidades públicas para alunos de escolas públicas, sendo respeitada os percentuais para negros e indígenas em cada estado, usando como base os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), presidente da Comissão de Educação da Câmara, avalia que a Conae foi um marco para o novo momento que vive a educação no país. “Mais de 80% dos jovens que cursam o ensino médio no Brasil estão nas escolas públicas. O estabelecimento de cotas garante a possibilidade de uma formação superior de qualidade, gratuita e pública para os jovens brasileiros”, disse.
As decisões da conferência, na avaliação do parlamentar, darão respaldo aos diversos avanços obtidos no setor no governo Lula. “A conferência cumpriu o seu papel, discutindo desde a qualidade da educação até as metas financeiras. Todas as diretrizes aprovadas vão ao encontro da nova visão onde a educação é vista como uma das vertentes do desenvolvimento do país. Esta nova visão atrela o desenvolvimento humano ao desenvolvimento econômico do país, fazendo com que a educação fique como uma das prioridades no montante das políticas públicas de governo”, afirmou.
As propostas aprovadas na primeira Conferência Nacional de Educação (Conae), encerrada no último dia 1, após quatro dias de discussões, devem chegar ainda este mês ao Congresso na forma de projeto do novo Plano Nacional de Educação, que norteará o setor nos próximos dez anos. Segundo a senadora Fátima Cleide (PT-RO), presidente da Comissão de Educação no Senado, até julho ele deverá ter sua tramitação concluída.
"A maior vitória dos educadores brasileiros no Conae foi a aprovação da proposta de vinculação de 10% dos recursos do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação", afirmou Fátima Cleide. Além da vinculação ao PIB, o novo Plano inclui a destinação de 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a educação. Do total dos recursos, 30% ficariam com a União para investimento em educação profissional e superior e 70% com estados e municípios para aplicação em educação básica.
Além do financiamento para a educação, pela primeira vez foram discutidos temas como acesso, permanência e sucesso de alunos nas escolas. A democracia na gestão do ensino, a valorização dos profissionais, a diversidade nas escolas e os direitos humanos foram outros temas debatidos.
Outra proposta aprovada na Conae reserva 50% das vagas nas universidades públicas para alunos de escolas públicas, sendo respeitada os percentuais para negros e indígenas em cada estado, usando como base os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), presidente da Comissão de Educação da Câmara, avalia que a Conae foi um marco para o novo momento que vive a educação no país. “Mais de 80% dos jovens que cursam o ensino médio no Brasil estão nas escolas públicas. O estabelecimento de cotas garante a possibilidade de uma formação superior de qualidade, gratuita e pública para os jovens brasileiros”, disse.
As decisões da conferência, na avaliação do parlamentar, darão respaldo aos diversos avanços obtidos no setor no governo Lula. “A conferência cumpriu o seu papel, discutindo desde a qualidade da educação até as metas financeiras. Todas as diretrizes aprovadas vão ao encontro da nova visão onde a educação é vista como uma das vertentes do desenvolvimento do país. Esta nova visão atrela o desenvolvimento humano ao desenvolvimento econômico do país, fazendo com que a educação fique como uma das prioridades no montante das políticas públicas de governo”, afirmou.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
"X" ou "ch"?
Prof. Pasquale Cirpo Neto
Um item particularmente delicado do capítulo de ortografia é o que diz respeito ao uso de "x" e "ch". Tomemos alguns exemplos extraídos da letra de música "Bolo de ameixa", do grupo Mundo Livre S.A.:
Deixa esse bolo de ameixa
e vem mexer
deixa esse bolo de ameixa
e vem mexer...
Repare em "Deixa esse bolo de ameixa". Tanto em "deixa" quanto em "ameixa" temos ditongo: dei-xa e a-mei-xa. A grafia é essa mesma, com "x". A dica é muito simples: depois de ditongo, usa-se "x".
Veja outros exemplos:
frouxo
baixo
caixa
Entretanto há uma exceção. Trata-se de "recauchutar" e toda a sua família: "recauchutagem", "recauchutador" etc. Nessas palavras temos o ditongo "au" e, em seguida "ch", em vez de "x". Isso se deve à origem da palavra "recauchutar", que, conforme o dicionário Houaiss, vem do termo francês "recaoutchouter" < "caoutchouter", que significa "emborrachar, impermeabilizar" e é, por sua vez, formado a partir de "caoutchou" (palavra de origem peruana), "borracha". De qualquer maneira, tirando o caso da família de "recauchutar", você pode tomar isto como regra: depois de ditongo, use sempre "x".
Um item particularmente delicado do capítulo de ortografia é o que diz respeito ao uso de "x" e "ch". Tomemos alguns exemplos extraídos da letra de música "Bolo de ameixa", do grupo Mundo Livre S.A.:
Deixa esse bolo de ameixa
e vem mexer
deixa esse bolo de ameixa
e vem mexer...
Repare em "Deixa esse bolo de ameixa". Tanto em "deixa" quanto em "ameixa" temos ditongo: dei-xa e a-mei-xa. A grafia é essa mesma, com "x". A dica é muito simples: depois de ditongo, usa-se "x".
Veja outros exemplos:
frouxo
baixo
caixa
Entretanto há uma exceção. Trata-se de "recauchutar" e toda a sua família: "recauchutagem", "recauchutador" etc. Nessas palavras temos o ditongo "au" e, em seguida "ch", em vez de "x". Isso se deve à origem da palavra "recauchutar", que, conforme o dicionário Houaiss, vem do termo francês "recaoutchouter" < "caoutchouter", que significa "emborrachar, impermeabilizar" e é, por sua vez, formado a partir de "caoutchou" (palavra de origem peruana), "borracha". De qualquer maneira, tirando o caso da família de "recauchutar", você pode tomar isto como regra: depois de ditongo, use sempre "x".
No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.
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