sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ator famoso estrela campanha do Enem 2009

redação Universo Educação

Após o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma campanha do Ministério da Educação (MEC) começou a ser veiculada na TV, nas rádios e na internet. O ator baiano Wagner Moura estrela a campanha publicitária.

As propagandas ficam no ar até a realização da prova, nos dias 5 e 6 de dezembro. A campanha custou R$ 300 mil ao MEC, mas por conta de um convênio com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a veiculação é exibida gratuitamente. Segundo a Agência Estado, o primeiro filme foi gravado em Salvador, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde Wagner estudou.

O ator diz que o Enem é o 'resgate da qualidade da prova', 'o fim da decoreba no vestibular' e representa a democratização do acesso ao ensino superior. Neste ano, a avaliação foi de que era preciso destacar os benefícios depois da fraude que abalou o exame revelada no dia 1º de outubro deste ano.

Sons do "x"

Prof. Pasqueale Cipro Neto

"Chato" é com "x" ou "ch"? Claro, é com "ch", essa todo mundo sabe. E "lixo"? Com "x", sem dúvida, todo mundo sabe disso também. Mas, nessas duas palavras, o "ch" e o "x" têm som de quê? De "x", oras. Afinal, o nome da letra é "xis". Assim, em "chato", as letras "c" e "h" é que, juntas, têm som de "x".

Mas será que a letra "x" tem sempre som de "x"? Nem sempre. Vejamos alguns casos, como o de "máximo". Nessa palavra, o "x" tem som de "ss" (dois esses), como se tivesse sido escrita com "ss": "mássimo".

Agora observe este trecho da canção "Casa", gravada por Lulu Santos:

... Depois era um vício
uma intoxicação
me corroendo as veias
me arrasando pelo chão.
Mas sempre tinha a cama pronta
e rango no fogão...

O "x" de "intoxicação" deve ser pronunciado como se fosse um "c" e um "s" juntos. Ou, como no alfabeto fonético, um /k/ e um /s/ juntos, formando o encontro consonantal /ks/. A palavra "intoxicação" deve, portanto, ser pronunciada como "intoksicação".

Vamos a mais um exemplo, tomado à canção "Pense dance", gravada pelo Barão Vermelho:

Penso como vai minha vida
alimento todos os desejos
exorcizo as minhas fantasias
todo mundo tem um pouco de medo da vida...

Você notou o uso do verbo "exorcizar". É até uma palavra difícil de pronunciar. O "x" nessa palavra tem o mesmo som que nas palavras "exame" e "êxodo", por exemplo. Nesse caso, o "x" aparece com som de "z".

E há ainda mais um caso de som possível que a letra "x" pode indicar: em palavras como "excesso", em que o "x" é seguido de "c", o som é um só, como se fosse "ss" (dois esses). Ou seja, foneticamente, "x" e "c" juntos produzem um som só, são um "dígrafo".

Em suma, vimos cinco tipos de som que o "x" pode apontar:

lixo - som de "x"
ximo - som de "ss"
intoxicação - som de "ks"
exorcizar - som de "z"
excesso - som de "ss"





No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Estudante tira a roupa em protesto

redação Universo Educação

Cerca de 250 estudantes da Universidade de Brasília (UnB) realizaram um protesto contra o machismo. Para lembrar o caso da aluna da Uniban de São Bernardo do Campo (SP), hostilizada pelos colegas por causa de seu vestido curto, alguns dos manifestantes tiraram a roupa próximo à reitoria da UnB.

Os alunos de Brasília foram ao Salão de Atos da Reitoria para entregar ao reitor José Geraldo de Sousa Júnior um documento com reivindicações para a segurança da mulher na instituição.

O grupo considera o caso de Geisy absurdo e o comparam com situações de preconceito e machismo registrados na UnB. Um exemplo citado durante a manifestação foram os atos de violência sexual ocorridos na universidade, como o ataque a uma estudante de 18 anos, em abril deste ano.

"Acreditamos que o movimento estudantil, assim como o movimento social, não pode aceitar nenhuma forma de agressão, machismo ou preconceito", afirma Rodolfo Godoi, estudante de sociologia, de acordo com a agência de notícias da UnB.

Caso Uniban
No dia 22 de outubro, Geisy foi hostilizada por alunos da Uniban por ir à universidade com um vestido vermelho curto. Alunos pararam as atividades acadêmicas para ver a estudante, tentando fotografar suas partes íntimas e xingando-a de prostituta. No último domingo (8), a universidade anunciou que havia decidido expulsar a estudante de turismo.

A atitude da Uniban causou protestos, e fez com que a universidade revertesse a decisão. O vice-reitor da Universidade Bandeirante (Uniban), Ellis Brown, disse nesta terça-feira (10) que a aluna Geisy Arruda terá todas as garantias de segurança para voltar às aulas.

A turma de Geisy foi deslocada para um outro bloco para, segundo o vice-reitor, criar um ambiente “mais descontraído e agradável” para o retorno da estudante. Brown também garantiu que haverá atenção especial por parte da instituição para garantir a segurança dela. Ele ressaltou, no entanto, que “não se pretende criar um ambiente de patrulhamento ostensivo”.

A postura da aluna, e não o tamanho do vestido, teria sido, de acordo com Brown, o motivo da expulsão. O vice-reitor disse que a sindicância apontou que “o motivo do alvoroço todo na instituição não teria sido o tamanho da vestimenta, mas a postura que a aluna teria adotado”. Brown não explicou, entretanto, qual teria sido "a postura" de Geisy.