terça-feira, 10 de novembro de 2009

Medicina consegue atrair 14,4% de concorrentes

da Redação Universo Educação

Do universo de 37.842 inscritos para o vestibular 2010 da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que acontece nos dias 15 e 16 deste mês, cerca de 14,5% vão disputar uma vaga em medicina, que historicamente ocupa a liderança na concorrência pelos cursos da instituição. Este ano, o cobiçado curso da área de saúde atingiu o pico de 34,32 candidatos por vaga, o que significa que 5.491 sonham conquistar um espaço na tradicional Faculdade de Medicina.

Com esta primeira matéria, inicia-se uma série de cinco reportagens sobre os cursos mais procurados da Ufba numa relação com a perspectiva de inserção no mercado de trabalho dos estudantes que pleiteiam uma vaga. Profissionais fazem análises sobre o mercado, estudantes contam suas angústias na preparação para o vestibular e, acima de tudo, mostramos os problemas e os desafios que serão encarados pelos futuros universitários que vão ser os profissionais de amanhã.


redação Universo Educação
João Marcelo encara rotina diária de seis horas de estudos pelo sonho de tornar-se médico
João Marcelo encara rotina diária de seis horas de
estudos pelo sonho de tornar-se médico



Para 2010, a Ufba disponibilizou 7.991 vagas em mais de 105 opções de cursos de progressão linear, bacharelados interdisciplinares (BIs) e um curso superior de tecnologia (CST) nos campus de Salvador, Vitória da Conquista e Barreiras. As opções de carreiras mais concorridas este ano são medicina, psicologia, direito e enfermagem, além do bacharelado interdisciplinar de gestão pública e gestão social, que apresenta concorrência de 34,26, no que pode ser considerado um empate técnico com medicina.

Os bacharelados interdisciplinares são oferecidos pelo segundo ano consecutivo na instituição e um dos motivos da grande procura é a seleção que, a partir deste ano, passa a ser feita somente pelo Enem.

Um dos principais atrativos para quem escolhe a medicina é a ampla oferta de trabalho. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed), cerca de 500 novos profissionais entram no mercado todos os anos. O número de médicos é de quase 16 mil na Bahia, sendo pelo menos nove mil em Salvador.

Com salário inicial entre R$ 2 mil e R$ 3.500 por plantão, que oscila entre 12 e 24 horas, essa é a carreira dos sonhos de muitos jovens. Um exemplo é João Marcelo Cunha, 20 anos, que tentará pelo quarto ano consecutivo a aprovação na Ufba. "É o que quero para minha vida", define.

Depois de passar por cursos de pré-vestibular, João decidiu este ano estudar por conta própria. Por dia, sua rotina é de cerca de seis horas dedicadas à assimilação do conteúdo do vestibular.

Pronúncia correta: "látex" ou "latéx"?

Prof. Pasqueale Cipro Neto

Algumas vezes até conhecemos a palavra, mas a empregamos de um determinado modo enquanto o dicionário recomenda outro uso. Vamos a mais um exemplo, o trecho final de uma propaganda feita pelo humorista Jô Soares:

Ninguém discute a liderança da tinta látex Suvinil.

No comercial, o apresentador diz "látex", e a pronúncia está correta, embora quase todos digam "latéx".


E como "látex" lembra pintar paredes... e paredes lembram apartamento... pensamos logo em "dúplex" e também em "tríplex". A maioria das pessoas pronuncia "dupléx" e "tripléx".

Quem tem razão, afinal? Oficialmente, têm razão os dicionários. Eles ensinam que "quiçá" quer dizer "talvez" e que a pronúncia correta dos termos acima é "látex", dúplex" e "tríplex".



No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Qual é a pronúncia?

Prof. Pasqueale Cipro Neto

circúito
circuíto
gratúito
gratuíto

É claro que os acentos nos exemplos acima não existem, tendo sido colocados apenas para enfatizar a pronúncia. E é justamente a forma de pronunciar determinadas palavras que muitas vezes nos deixa atordoados.

É normal que, quando nos ensinam que não é correto dizer "circuíto" e gratuíto", fiquemos com certa dúvida. Afinal, é muito comum ouvirmos essas palavras pronunciadas assim, com ênfase na letra "i".

Para os gramáticos, devemos sempre respeitar a pronúncia culta. Para respeitar essa pronúncia, lembre-se de uma dica muito simples: pronuncie as palavras acima seguindo o exemplo de "muito". Ninguém fala "muíto", não é mesmo?

E as palavras "fluido" e "fluído"? Nesse caso a história é outra porque as duas palavras existem e têm significados diferentes. "Fluido" é, por exemplo, a substância que utilizamos nos freios dos automóveis. E "fluído" é particípio do verbo "fluir".

fluido = substantivo (corpo líquido ou gasoso que adquire a forma do recipiente em que está)
fluído = particípio do verbo "fluir" (correr em abundância, manar)

Vamos à pronúncia de outra palavra. Observe o trecho da canção "Não serve pra mim", um antigo sucesso de Roberto Carlos regravado pelo grupo Ira:

... Não quero mais seu amor,
não pense que eu sou ruim.
Vou procurar outro alguém
você não serve pra mim
...

O pessoal do Ira pronuncia a palavra "ruim" com ênfase no "i". E é isso mesmo. São duas sílabas: ru-im. E essas sílabas formam um hiato.

Portanto nunca chame uma coisa ruim de "rúim" porque nesse caso ela pode ficar pior!






No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.