quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Diretores Escolares lutam contra tempo para Gerir Escolas

Redação Universo Educação

Por muito tempo, eles tiveram fama de durões, eram implacáveis no acompanhamento da vida escolar dos alunos e praticamente desconheciam situações de violência nas salas de aula. Realidade distante para os atuais diretores de escolas. É o que mostra um estudo feito em 13 capitais, entre eles o Rio de Janeiro.

Com a jornada de, em média, 10 horas diárias de trabalho, eles reclamam que não sobra tempo para conversar com os professores e menos ainda com os estudantes. Apesar de mais flexíveis, não se sentem prestigiados pela comunidade e culpam o governo pelo baixo índice de rendimento das turmas nas avaliações nacionais do Ministério da Educação.

A pesquisa, feita entre maio e junho, ouviu 400 profissionais das redes municipais e estaduais de ensino. "A constatação é que os diretores estão insatisfeitos com as condições de trabalho e que é claro, para eles, que a categoria não é valorizada na sociedade", afirmou Davi Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita, instituição que encomendou o levantamento.

Os dados revelam que a profissão perdeu 'status' e ganhou atribuições. Só 17% acreditam que são valorizados pela sociedade. Não basta mais ser educador, o diretor tem que entender de gestão pública, num universo que mistura auditorias, prestações de contas com compra de merenda e soluções de conflitos entre alunos e professores.

"São muitas atividades e a falta de tempo acaba sendo agravante. Não existe mais a figura do inspetor nas escolas públicas, então algumas tarefas acabam se tornando de nossa responsabilidade", afirmou a diretora Centro Interescolar Estadual Miécimo Silva, Rosana Farias, 50 anos.

Estresse

Mas houve também dados positivos: 89% afirmaram que os cursos de gestão oferecidos pelas redes ajudaram muito a melhorar seu desempenho nas escolas. E 93% acham que sua primeira formação foi boa ou excelente e 50% estão muitos satisfeitos com a qualidade da merenda.

Eleição só com planejamento

A secretária Municipal de Educação, Claudia Costin, anunciou que a próxima eleição de diretores vai passar por mudanças - a última aconteceu no fim de 2008. Até então, o profissional era submetido a um curso de gestão, após ganhar a eleição. A novidade agora é que ele terá que fazer esse treinamento ainda na condição de candidato. Ele também terá que apresentar uma espécie de ¿programa de governo¿ que vai adotar se for eleito para a gestão de três anos. "O programa é para ele apresentar para a comunidade as melhorias que pretende adotar para escola", afirmou a secretária.

Pesquisa propõe mudanças no Transporte na Zona Rural

Redação Universo Educação

Atoleiros, estradas em más condições de tráfego, veículos inadequados, crianças que passam até 8 horas por dia dentro de um ônibus para conseguir chegar à escola. Essa foi realidade encontrada por 30 pesquisadores do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes da Universidade de Brasília (Ceftru/UnB).

Eles percorreram 50 mil km para testar os ônibus escolares que são fornecidos a municípios da zona rural pelo programa Caminhos da Escola, do governo federal. O relatório final, entregue ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sugere algumas mudanças nos veículos para garantir mais segurança e conforto aos alunos.

A equipe foi acompanhada por representantes indústria responsável pela produção dos veículos. Por esse motivo, os próximos modelos já seguirão as recomendações dos pesquisadores. Entre as principais delas, estão a melhoria do sistema de ventilação, vidros escurecidos para melhorar o conforto interno, vedação de buracos para impedir a entrada de poeira e nova localização para as portas de acesso.

"Também aumentamos a altura do veículo em relação ao solo para facilitar a transposição de obstáculos, colocamos o pneu de uso misto, também próprio para a terra. Ele também tem um bloqueio que não trafega com a porta aberta e nem acima da velocidade de 70 km/h", explicou o gerente da pesquisa, Willie Carvalho.

Outro problema identificado foi a falta de manutenção preventiva dos veículos. "A assistência técnica das montadores ainda é restrita em determinadas regiões do país. É preciso levar ela a outros locais para garantir que o veículos em dois ou três anos não estejam mais em condição de trafegar."

A pesquisa analisou 53 rotas em 16 municípios. Em quase 92% delas, há "eventual" ou "constante" ocorrência de defeitos na estrada. Carvalho apontou que a melhoria das vias é essencial para reduzir o tempo das viagens.

"As crianças passam muito tempo dentro dos ônibus, às vezes quatro horas para ir a escola e mais quatro para voltar. Isso é muito influenciado pela condição da via. O processo de capacitação de quem faz a manutenção dessa via também precisa ser melhorado", afirmou Carvalho.

O coordenador-geral do Caminhos da Escola, José Maria Souza, disse que as alterações propostas serão consideradas nas próximas ações do programa. "Na medida em que o aluno fica muito tempo em um veículo que não são adequados, essas mudanças podem melhorar muito o processo de ensino e aprendizagem", acredita.

Hiato e Ditongo

Prof. Pasqueale Cipro Neto

Quantas s labas existem na palavra "sereia"? Tr s. Quais s o?

A primeira "se-"; a segunda "-rei-"; e a terceira "-a".

Na s laba do meio h o que se chama de ditongo (junção de vogal e semivogal, proferidas numa só sílaba), e ditongo n o se separa. Nesse caso, o "e" (de "-rei-") a vogal, e o "i", a semivogal. Vogais têm pron ncia mais forte; as semivogais têm pron ncia mais fraca, indicando que não podem formar por si só núcleos silábicos, tendo sempre de acompanhar as vogais.

Quando vogal e semivogal se encontram, podemos ter ditongos crescentes e ditongos decrescentes.

Temos ditongo decrescente quando a vogal (de pron ncia mais acentuada) se apresenta antes da semivogal. o caso de "se-rei-a".

Temos ditongo crescente quando acontece o contr rio, isto é, quando semivogal precede vogal e, portanto, o som mais fraco precede o mais forte. Temos como exemplo a palavra " gua": -GUA.

Em "-gua" o "a" (vogal) mais forte que o "u" (semivogal).

Outro exemplo interessante oferece a palavra "vascaíno": VAS-CA- I -NO.

Esse "a" e esse "i" que v m em seq ncia sonora ficam em s labas diferentes. A junção de vogais proferidas em sílabas diferentes chama-se hiato.

Separa o de vogais= hiato.
Jun o de vogal e semivogal=ditongo.





No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.