Redação Universo Educação
Por muito tempo, eles tiveram fama de durões, eram implacáveis no acompanhamento da vida escolar dos alunos e praticamente desconheciam situações de violência nas salas de aula. Realidade distante para os atuais diretores de escolas. É o que mostra um estudo feito em 13 capitais, entre eles o Rio de Janeiro.
Com a jornada de, em média, 10 horas diárias de trabalho, eles reclamam que não sobra tempo para conversar com os professores e menos ainda com os estudantes. Apesar de mais flexíveis, não se sentem prestigiados pela comunidade e culpam o governo pelo baixo índice de rendimento das turmas nas avaliações nacionais do Ministério da Educação.
A pesquisa, feita entre maio e junho, ouviu 400 profissionais das redes municipais e estaduais de ensino. "A constatação é que os diretores estão insatisfeitos com as condições de trabalho e que é claro, para eles, que a categoria não é valorizada na sociedade", afirmou Davi Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita, instituição que encomendou o levantamento.
Os dados revelam que a profissão perdeu 'status' e ganhou atribuições. Só 17% acreditam que são valorizados pela sociedade. Não basta mais ser educador, o diretor tem que entender de gestão pública, num universo que mistura auditorias, prestações de contas com compra de merenda e soluções de conflitos entre alunos e professores.
"São muitas atividades e a falta de tempo acaba sendo agravante. Não existe mais a figura do inspetor nas escolas públicas, então algumas tarefas acabam se tornando de nossa responsabilidade", afirmou a diretora Centro Interescolar Estadual Miécimo Silva, Rosana Farias, 50 anos.
Estresse
Mas houve também dados positivos: 89% afirmaram que os cursos de gestão oferecidos pelas redes ajudaram muito a melhorar seu desempenho nas escolas. E 93% acham que sua primeira formação foi boa ou excelente e 50% estão muitos satisfeitos com a qualidade da merenda.
Eleição só com planejamento
A secretária Municipal de Educação, Claudia Costin, anunciou que a próxima eleição de diretores vai passar por mudanças - a última aconteceu no fim de 2008. Até então, o profissional era submetido a um curso de gestão, após ganhar a eleição. A novidade agora é que ele terá que fazer esse treinamento ainda na condição de candidato. Ele também terá que apresentar uma espécie de ¿programa de governo¿ que vai adotar se for eleito para a gestão de três anos. "O programa é para ele apresentar para a comunidade as melhorias que pretende adotar para escola", afirmou a secretária.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Pesquisa propõe mudanças no Transporte na Zona Rural
Redação Universo Educação
Atoleiros, estradas em más condições de tráfego, veículos inadequados, crianças que passam até 8 horas por dia dentro de um ônibus para conseguir chegar à escola. Essa foi realidade encontrada por 30 pesquisadores do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes da Universidade de Brasília (Ceftru/UnB).
Eles percorreram 50 mil km para testar os ônibus escolares que são fornecidos a municípios da zona rural pelo programa Caminhos da Escola, do governo federal. O relatório final, entregue ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sugere algumas mudanças nos veículos para garantir mais segurança e conforto aos alunos.
A equipe foi acompanhada por representantes indústria responsável pela produção dos veículos. Por esse motivo, os próximos modelos já seguirão as recomendações dos pesquisadores. Entre as principais delas, estão a melhoria do sistema de ventilação, vidros escurecidos para melhorar o conforto interno, vedação de buracos para impedir a entrada de poeira e nova localização para as portas de acesso.
"Também aumentamos a altura do veículo em relação ao solo para facilitar a transposição de obstáculos, colocamos o pneu de uso misto, também próprio para a terra. Ele também tem um bloqueio que não trafega com a porta aberta e nem acima da velocidade de 70 km/h", explicou o gerente da pesquisa, Willie Carvalho.
Outro problema identificado foi a falta de manutenção preventiva dos veículos. "A assistência técnica das montadores ainda é restrita em determinadas regiões do país. É preciso levar ela a outros locais para garantir que o veículos em dois ou três anos não estejam mais em condição de trafegar."
A pesquisa analisou 53 rotas em 16 municípios. Em quase 92% delas, há "eventual" ou "constante" ocorrência de defeitos na estrada. Carvalho apontou que a melhoria das vias é essencial para reduzir o tempo das viagens.
"As crianças passam muito tempo dentro dos ônibus, às vezes quatro horas para ir a escola e mais quatro para voltar. Isso é muito influenciado pela condição da via. O processo de capacitação de quem faz a manutenção dessa via também precisa ser melhorado", afirmou Carvalho.
O coordenador-geral do Caminhos da Escola, José Maria Souza, disse que as alterações propostas serão consideradas nas próximas ações do programa. "Na medida em que o aluno fica muito tempo em um veículo que não são adequados, essas mudanças podem melhorar muito o processo de ensino e aprendizagem", acredita.
Atoleiros, estradas em más condições de tráfego, veículos inadequados, crianças que passam até 8 horas por dia dentro de um ônibus para conseguir chegar à escola. Essa foi realidade encontrada por 30 pesquisadores do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes da Universidade de Brasília (Ceftru/UnB).
Eles percorreram 50 mil km para testar os ônibus escolares que são fornecidos a municípios da zona rural pelo programa Caminhos da Escola, do governo federal. O relatório final, entregue ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sugere algumas mudanças nos veículos para garantir mais segurança e conforto aos alunos.
A equipe foi acompanhada por representantes indústria responsável pela produção dos veículos. Por esse motivo, os próximos modelos já seguirão as recomendações dos pesquisadores. Entre as principais delas, estão a melhoria do sistema de ventilação, vidros escurecidos para melhorar o conforto interno, vedação de buracos para impedir a entrada de poeira e nova localização para as portas de acesso.
"Também aumentamos a altura do veículo em relação ao solo para facilitar a transposição de obstáculos, colocamos o pneu de uso misto, também próprio para a terra. Ele também tem um bloqueio que não trafega com a porta aberta e nem acima da velocidade de 70 km/h", explicou o gerente da pesquisa, Willie Carvalho.
Outro problema identificado foi a falta de manutenção preventiva dos veículos. "A assistência técnica das montadores ainda é restrita em determinadas regiões do país. É preciso levar ela a outros locais para garantir que o veículos em dois ou três anos não estejam mais em condição de trafegar."
A pesquisa analisou 53 rotas em 16 municípios. Em quase 92% delas, há "eventual" ou "constante" ocorrência de defeitos na estrada. Carvalho apontou que a melhoria das vias é essencial para reduzir o tempo das viagens.
"As crianças passam muito tempo dentro dos ônibus, às vezes quatro horas para ir a escola e mais quatro para voltar. Isso é muito influenciado pela condição da via. O processo de capacitação de quem faz a manutenção dessa via também precisa ser melhorado", afirmou Carvalho.
O coordenador-geral do Caminhos da Escola, José Maria Souza, disse que as alterações propostas serão consideradas nas próximas ações do programa. "Na medida em que o aluno fica muito tempo em um veículo que não são adequados, essas mudanças podem melhorar muito o processo de ensino e aprendizagem", acredita.
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Hiato e Ditongo
Prof. Pasqueale Cipro Neto
Quantas s labas existem na palavra "sereia"? Tr s. Quais s o?
A primeira "se-"; a segunda "-rei-"; e a terceira "-a".
Na s laba do meio h o que se chama de ditongo (junção de vogal e semivogal, proferidas numa só sílaba), e ditongo n o se separa. Nesse caso, o "e" (de "-rei-") a vogal, e o "i", a semivogal. Vogais têm pron ncia mais forte; as semivogais têm pron ncia mais fraca, indicando que não podem formar por si só núcleos silábicos, tendo sempre de acompanhar as vogais.
Quando vogal e semivogal se encontram, podemos ter ditongos crescentes e ditongos decrescentes.
Temos ditongo decrescente quando a vogal (de pron ncia mais acentuada) se apresenta antes da semivogal. o caso de "se-rei-a".
Temos ditongo crescente quando acontece o contr rio, isto é, quando semivogal precede vogal e, portanto, o som mais fraco precede o mais forte. Temos como exemplo a palavra " gua": -GUA.
Em "-gua" o "a" (vogal) mais forte que o "u" (semivogal).
Outro exemplo interessante oferece a palavra "vascaíno": VAS-CA- I -NO.
Esse "a" e esse "i" que v m em seq ncia sonora ficam em s labas diferentes. A junção de vogais proferidas em sílabas diferentes chama-se hiato.
Separa o de vogais= hiato.
Jun o de vogal e semivogal=ditongo.
Quantas s labas existem na palavra "sereia"? Tr s. Quais s o?
A primeira "se-"; a segunda "-rei-"; e a terceira "-a".
Na s laba do meio h o que se chama de ditongo (junção de vogal e semivogal, proferidas numa só sílaba), e ditongo n o se separa. Nesse caso, o "e" (de "-rei-") a vogal, e o "i", a semivogal. Vogais têm pron ncia mais forte; as semivogais têm pron ncia mais fraca, indicando que não podem formar por si só núcleos silábicos, tendo sempre de acompanhar as vogais.
Quando vogal e semivogal se encontram, podemos ter ditongos crescentes e ditongos decrescentes.
Temos ditongo decrescente quando a vogal (de pron ncia mais acentuada) se apresenta antes da semivogal. o caso de "se-rei-a".
Temos ditongo crescente quando acontece o contr rio, isto é, quando semivogal precede vogal e, portanto, o som mais fraco precede o mais forte. Temos como exemplo a palavra " gua": -GUA.
Em "-gua" o "a" (vogal) mais forte que o "u" (semivogal).
Outro exemplo interessante oferece a palavra "vascaíno": VAS-CA- I -NO.
Esse "a" e esse "i" que v m em seq ncia sonora ficam em s labas diferentes. A junção de vogais proferidas em sílabas diferentes chama-se hiato.
Separa o de vogais= hiato.
Jun o de vogal e semivogal=ditongo.
No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.
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