quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pesquisa propõe mudanças no Transporte na Zona Rural

Redação Universo Educação

Atoleiros, estradas em más condições de tráfego, veículos inadequados, crianças que passam até 8 horas por dia dentro de um ônibus para conseguir chegar à escola. Essa foi realidade encontrada por 30 pesquisadores do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes da Universidade de Brasília (Ceftru/UnB).

Eles percorreram 50 mil km para testar os ônibus escolares que são fornecidos a municípios da zona rural pelo programa Caminhos da Escola, do governo federal. O relatório final, entregue ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sugere algumas mudanças nos veículos para garantir mais segurança e conforto aos alunos.

A equipe foi acompanhada por representantes indústria responsável pela produção dos veículos. Por esse motivo, os próximos modelos já seguirão as recomendações dos pesquisadores. Entre as principais delas, estão a melhoria do sistema de ventilação, vidros escurecidos para melhorar o conforto interno, vedação de buracos para impedir a entrada de poeira e nova localização para as portas de acesso.

"Também aumentamos a altura do veículo em relação ao solo para facilitar a transposição de obstáculos, colocamos o pneu de uso misto, também próprio para a terra. Ele também tem um bloqueio que não trafega com a porta aberta e nem acima da velocidade de 70 km/h", explicou o gerente da pesquisa, Willie Carvalho.

Outro problema identificado foi a falta de manutenção preventiva dos veículos. "A assistência técnica das montadores ainda é restrita em determinadas regiões do país. É preciso levar ela a outros locais para garantir que o veículos em dois ou três anos não estejam mais em condição de trafegar."

A pesquisa analisou 53 rotas em 16 municípios. Em quase 92% delas, há "eventual" ou "constante" ocorrência de defeitos na estrada. Carvalho apontou que a melhoria das vias é essencial para reduzir o tempo das viagens.

"As crianças passam muito tempo dentro dos ônibus, às vezes quatro horas para ir a escola e mais quatro para voltar. Isso é muito influenciado pela condição da via. O processo de capacitação de quem faz a manutenção dessa via também precisa ser melhorado", afirmou Carvalho.

O coordenador-geral do Caminhos da Escola, José Maria Souza, disse que as alterações propostas serão consideradas nas próximas ações do programa. "Na medida em que o aluno fica muito tempo em um veículo que não são adequados, essas mudanças podem melhorar muito o processo de ensino e aprendizagem", acredita.

Hiato e Ditongo

Prof. Pasqueale Cipro Neto

Quantas s labas existem na palavra "sereia"? Tr s. Quais s o?

A primeira "se-"; a segunda "-rei-"; e a terceira "-a".

Na s laba do meio h o que se chama de ditongo (junção de vogal e semivogal, proferidas numa só sílaba), e ditongo n o se separa. Nesse caso, o "e" (de "-rei-") a vogal, e o "i", a semivogal. Vogais têm pron ncia mais forte; as semivogais têm pron ncia mais fraca, indicando que não podem formar por si só núcleos silábicos, tendo sempre de acompanhar as vogais.

Quando vogal e semivogal se encontram, podemos ter ditongos crescentes e ditongos decrescentes.

Temos ditongo decrescente quando a vogal (de pron ncia mais acentuada) se apresenta antes da semivogal. o caso de "se-rei-a".

Temos ditongo crescente quando acontece o contr rio, isto é, quando semivogal precede vogal e, portanto, o som mais fraco precede o mais forte. Temos como exemplo a palavra " gua": -GUA.

Em "-gua" o "a" (vogal) mais forte que o "u" (semivogal).

Outro exemplo interessante oferece a palavra "vascaíno": VAS-CA- I -NO.

Esse "a" e esse "i" que v m em seq ncia sonora ficam em s labas diferentes. A junção de vogais proferidas em sílabas diferentes chama-se hiato.

Separa o de vogais= hiato.
Jun o de vogal e semivogal=ditongo.





No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Professores de Escolas Particulares mantém Greve

da Redação Universo Educação

A greve continua após reunião realizada na última sexta-feira para decidir sobre o pagamento dos salários em atraso dos professores da Escola Pastor Hilário Colognese, no bairro Guanandi, em Campo Grande.

Segundo o presidente do Sintrae-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Mato Grosso do Sul), Ricardo Martinez Froes, a escola ofereceu o pagamento apenas do salário do mês de agosto.

Orientados por Froes, os professores resolveram continuar a paralisação, que começou na última quinta-feira, até que o responsável da Abademis (Associação das Assembléias de Deus) apresente uma “proposta concreta” a respeito dos salários em atraso.

De acordo com o sindicalista, a direção da escola tem efetuado pressão para que os seis dos sete professores da escola voltem a trabalhar.

Segundo Froes, a escola alega que a greve é ilegal, mas ele garantiu que essa afirmação é improcedente, porque todo o procedimento legal foi adotado, inclusive a comunicação ao departamento de recursos humanos do estabelecimento.

Froes denuncia que, além do atraso nos salários, a escola não recolhia o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos funcionários e ele teme que o recolhimento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também não esteja sendo efetuado.

O Sintrae-MS propôs aos professores negociar com a escola o pagamento integral dos salários de outubro desse ano, com parte dos atrasados, mas destaca que isso só será possível se a empresa estiver disposta a por fim no impasse de forma leal e amigável.

“Caso haja retaliação o sindicato vai propor ação coletiva, para defender os direitos dos trabalhadores”, afirmou Froes.