terça-feira, 20 de outubro de 2009

''A Par de'' Ou ''Ao Par de''?

Prof. Pasquale Cipro Neto




"À medida que" ou "à medida em que"?
Diz-se "à medida que" ou "à medida em que"?

Não é raro ouvirmos alguém dizer: "Estou ao par da situação". Há algum problema nessa frase? Evidentemente não quanto ao sentido, que não nos cabe pôr em dúvida nesse caso, mas quanto à gramática.

O problema está em "ao par de". A pessoa deveria dizer antes "Estou a par da situação" para indicar que ela está ciente da situação, está inteirada do que está ocorrendo.

Usa-se "ao par" apenas para referir equivalência de valor entre moedas:

O dólar está ao par do euro.

Quando não for esse o sentido pretendido, recomenda-se o emprego de "a par":

Estou a par da situação.
Maria percebeu que não estava a par dos últimos acontecimentos.







No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Uesc com inscrições para Vestibular 2010 até esta Sexta-Feira

Redação Universo Educação

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) prorrogou as inscrições do vestibular 2010 até o próximo dia 23 de outubro. Para se inscrever, o candidato deve acessar o endereço eletrônico da universidade (www.uesc.br) No mesmo site, os interessados podem ter acesso ao manual do candidato.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 85. A instituição oferece 1.440 vagas em 29 cursos de graduação, sendo 18 de bacharelado e 11 de licenciatura. As provas serão realizadas nos dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2010. Mais informações pelo telefone (73) 3680-5036.

MEC garante máxima segurança com provas do Enem em Dezembro

Redação Universo Educação

O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou que uma mudança no plano logístico de impressão das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) provavelmente facilitou o furto e o vazamento das provas do concurso. Em razão da fraude, as provas marcadas para os dias 3 e 4 de outubro foram transferidas para 5 e 6 de dezembro, segundo o próprio Haddad confirmou hoje na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). A audiência foi realizada exclusivamente para discutir o assunto e a presença do ministro aconteceu por sua própria iniciativa.

O ministro disse que o inquérito realizado pela Polícia Federal (PF) aponta para uma alteração do local de impressão das provas de um ambiente gráfico de São Paulo para outro local, sem que o ministério fosse informado e sem as condições de segurança acertadas no plano original.

''Isto parece estar elucidado. Subtraiu-se um kit de provas que foi depois oferecido para um órgão de imprensa (o jornal Estado de S. Paulo) mediante pagamento. Isto está claro e as pessoas envolvidas já foram indiciadas. Agora é preciso saber quando ocorreu e em que condições, para apurarmos não apenas a responsabilidade criminal, mas também a responsabilidade civil'', declarou Haddad.

Ele acrescentou, no entanto, não haver dúvidas quanto ao fato de o consórcio de empresas vencedor da licitação para realização das provas do Enem ter de responder, por uma questão contratual, pela falta de segurança na manipulação das provas. "Isto é incontornável", avaliou o ministro.

Ainda sobre o furto, Haddad comunicou que o MEC aguarda o inquérito da PF para instalar auditoria interna destinada a apurar possível participação de servidores. Essa auditoria, detalhou, será acompanhada pelo Instituto Nacional deEstudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao ministério que cuida da avaliação das ações de educação no país, inclusive do Enem.

É o Inep, aliás, quem tinha a prova guardada em cofre do ministério, cujas senhas e segredos eram detidos por seus funcionários. Essas senhas, porém, explicou Haddadsão complementares, de modo que ninguém sozinho pode abrir o cofre. Foi o próprio presidente do Inep, contou Haddad, que o comunicou sobre a presença de indícios fortes de que as provas poderiam ter sido subtraídas.

Agora, disse ele, uma força-tarefa do próprio ministério, com a presença de pessoas que já colaboraram em outras edições do Enem, foi montada para a aplicação das novas provas, em um esquema totalmente diferente de montagem dos testes.

''É evidente que estamos podendo contar com parcerias inestimáveis, principalmente de outros ministérios. Todas as forças estão sendo mobilizadas para que as provas sejam feitas com segurança'', disse Haddad.

Ele informou ainda que o ministério também estuda uma forma de acelerar as etapas subseqüentes ao exame, como a divulgação rápida dos resultados, a fim de evitar o comprometimento dos calendários de 2010 das universidades que irão receber os aprovados no Enem.