segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"À medida que" ou "à medida em que"?

Prof. Pasquale Cipro Neto



"À medida que" ou "à medida em que"?
Diz-se "à medida que" ou "à medida em que"?

Aqui, não se trata do "a" sem acento, como na frase "A medida que ele tomou é drástica". Não é esse o caso. O que estamos discutindo é a locução conjuntiva "à medida que", a qual alguns preferem, erroneamente, substituir por "a medida em que". A forma correta é "à medida que".

Apenas um lembrete: "locução conjuntiva" é todo grupo de palavras que relaciona duas ou mais orações ou dois ou mais termos de natureza semelhante.

À proporção que chovia...

"À medida que" significa o mesmo que "à proporção que".

À medida que o mês corre, o bolso esvazia.

Trata-se de uma locução conjuntiva com valor de proporção, introduzindo orações subordinadas adverbiais de proporção.

Há ainda a locução "na medida em que", que vem sendo usada na imprensa e em muitos textos com valor causal.

O governo não conseguiu resolver o problema
na medida em que não enfrentou suas verdadeiras causas.

Ou seja,

O governo não conseguiu resolver o problema
porque não enfrentou suas verdadeiras causas.

Alguns condenam o uso de "na medida em que" argumentando que não há registro histórico dessa forma na língua. Mas o fato é que essa construção já se tornou rotina, mesmo entre excelentes escritores.

O que não é aceitável sob hipótese alguma é escrever "à medida em que".




No ar desde agosto de 1994, o programa trata, sem preciosismos, das dificuldades lingüísticas que enfrentamos ao falar o nosso idioma. O prof. Pasquale Cipro Neto examina filmes publicitários, letras de músicas, poemas, HQ, depoimentos de personalidades e populares, artigos da imprensa, programas de TV e o que mais seja de nossa expressão lingüística. Consulte aqui a íntegra dos módulos, organizados segundo critérios da gramática.

domingo, 18 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Projeto da OAB nas faculdade visa melhorar a vida dos Aprovados

Redação Universo Educação

Cerca de 19% dos bacharéis que se submetem ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são bem sucedidos. Os dados são da Cespe (órgão responsável pela prova) e os motivos apontados para a reprovação de mais da metade dos candidatos são inúmeros. Entre eles está a mercantilização do ensino jurídico, no país, e o desinteresse dos candidatos. E é nesse contexto que surge o OAB nas Faculdades. O projeto, idealizado pela Rede de Ensino LFG, pretende oferecer atualização legislativa aos alunos que cursam o último semestre de direito, com a marca de qualidade do maior curso preparatório do Brasil. É da Rede LFG o mérito de preparar os primeiros colocados em 14 estados, na primeira fase nacional do concurso, realizado no último dia 13 de setembro. A partir de agora, qualquer faculdade de direito poderá se associar à instituição.

O alto índice de aprovação atingido pela Rede de Ensino LFG se deve à excelência no ensino oferecido pelos profissionais mais capacitados do mercado de concursos jurídicos. Além disso, a instituição é a primeira da América Latina a implantar cursos preparatórios telepresenciais. As aulas são transmitidas via satélite para mais de 350 unidades em todo o Brasil. À frente do empreendimento, existente desde 2002, está o professor Luiz Flávio Gomes, doutor em Direito Penal pela Universidade Complutense de Madri e mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo.

Mesmo com o alto nível de aprovação atingido pela Rede LFG, a quantidade de bacharéis reprovados, no país, ainda é considerada grande. Segundo o professor Luiz Flávio Gomes, a mudança desta realidade depende não somente da OAB e do MEC, mas também dos professores, alunos de direito e das faculdades. “É chegada a hora de assumir nossas responsabilidades. Somar forças para formar um círculo virtuoso: esse nos parece o caminho correto. Recordemos: ‘Cada vez que pensamos que o problema não é nosso, essa atitude é o problema’ (Stephen R.Covey, americano, empresário e escritor)”.