Redação Universo Educação
Dando sequência ao projeto de educação continuada, o Conselho Regional de Farmácia em Rondônia e Acre (CRF-RO/AC) realizará gratuitamente, no dia 18 de outubro, curso sob o tema “O que o analista clínico realmente espera em seu laboratório?” e “Fatores que efetivamente fidelizam o cliente médico”. O evento será ministrado pelo consultor de empresas, Edson Gil, do Rio de Janeiro, das 8h30 às 12h30 e das 14 às 18 horas, no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Porto Velho.
Ao convidar os profissionais para mais esta atividade que visa à melhoria da prestação do serviço aos cidadãos, a presidente do CRF, Ana Caldas, disse que os cursos oferecidos contemplam uma grade científica que busca a atualização e/ou a formação prática dos participantes, reunindo o que se tem de melhor para os profissionais dos dois Estado de abrangência do Conselho. “Nos preocupamos em trazer especialistas de renome, pois nossa intenção é que esses cursos marquem a história da área laboratorial em Rondônia e Acre, favorecendo a ampliação do conhecimento dos nossos profissionais com a troca de informações”, afirmou a presidente.
O palestrante Edson Gil é consultor de empresas em Estratégia Empresarial e Gerência Competitiva há 16 anos, tendo realizado consultorias para mais de 190 empresas. Atualmente é uma das maiores autoridades sobre estratégias de empresas, e especificamente laboratórios, no mercado nacional e assessor de estratégia e marketing da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e de outras grandes empresas no Brasil.
O curso tem o apoio do Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio da diretora secretária-geral, Lérida Vieira, conselheira federal para Rondônia e Acre. Lérida destaca a importância do evento considerando a necessidade de os profissionais estarem em constante processo de aperfeiçoamento para a melhoria da saúde pública.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Conselho Nacional quer o minimo de investimento por aluno em rede de escola pública
Redação Universo Educação
Um debate que está sendo conduzido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e foi idealizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação pode mudar a lógica do financiamento educacional no País. A ideia, que já foi debatida em audiência pública e será levada à Conferência Nacional de Educação (Conae) em abril de 2010, é estabelecer um valor mínimo de investimento por aluno em cada etapa o chamado custo-aluno qualidade (CAQ).
"O CAQ inverte a lógica do financiamento. Hoje o valor é insuficiente porque ele é o que é possível ter conforme a lei. Ele inverte a lógica fazendo o cálculo de quanto o financiamento da educação precisa ter para garantir a qualidade", explica Daniel Cara, presidente da campanha, que é formada por entidades da sociedade civil. Atualmente o financiamento educacional é ancorado nos mínimos estabelecidos pela Constituição 18% do Orçamento da União, 25% dos cofres dos municípios e mais a complementação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Segundo dados referentes a 2007 divulgados em abril pelo Ministério da Educação (MEC), um aluno da educação infantil etapa que inclui a creche e a pré-escola - custou R$ 1.647 anuais. Já o CAQ inicial que está sendo discutido pelo CNE é de R$ 5.266 para creche e R$ 2.042 para a pré-escola.
No ensino fundamental, em cada estudante das séries iniciais (1ª a 4ª séries) foram investidos R$ 2.166 e dos anos finais (5ª a 8ª séries), R$ 2.317 ao longo de todo o ano. O CAQ inicial estabelecido para essas etapas é de R$ 1.942 e R$ 1.902 respectivamente. No ensino médio, o gasto público com um aluno foi de R$ 1.572 em 2007, enquanto a recomendação do CAQ é de R$ 1.957.
O indicador inclui investimento em infraestrutura, remuneração e formação de professores, além de estabelecer números máximos de alunos por turma: 13 para creche, 22 para a pré-escola, de 24 a 30 para o ensino fundamental e 30 para o ensino médio.
Daniel Cara destaca que o CAQ inicial não é um valor médio, mas um ponto de partida para se criar uma nova política de financiamento da educação. O impacto imediato, caso esses valores sejam adotados, seria de R$ 29 bilhões ao ano mais da metade do orçamento do MEC para 2010.
"A recomendação mínima da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é um investimento anual por aluno de US$ 10 mil. Ou seja, o CAQ, comparado com o parâmetro internacional, ainda é tímido. Mas ele é o custo inicial, é o início de um novo processo de organização do orçamento público brasileiro em educação",defende.
O CAQ foi discutido em audiência pública no CNE e será tema das conferências regionais que são preparatórias para a Conae. A ideia é que, após os debates, ele seja transformado em uma resolução do conselho e encaminhado ao MEC. O tema também deve ser incluído no novo Plano Nacional de Educação (PNE), que será traçado na Conae e aprovado pelo Congresso em 2010. Esse plano estabelece metas de acesso e qualidade para o ensino público que devem ser cumpridas em até dez anos.
Um debate que está sendo conduzido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e foi idealizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação pode mudar a lógica do financiamento educacional no País. A ideia, que já foi debatida em audiência pública e será levada à Conferência Nacional de Educação (Conae) em abril de 2010, é estabelecer um valor mínimo de investimento por aluno em cada etapa o chamado custo-aluno qualidade (CAQ).
"O CAQ inverte a lógica do financiamento. Hoje o valor é insuficiente porque ele é o que é possível ter conforme a lei. Ele inverte a lógica fazendo o cálculo de quanto o financiamento da educação precisa ter para garantir a qualidade", explica Daniel Cara, presidente da campanha, que é formada por entidades da sociedade civil. Atualmente o financiamento educacional é ancorado nos mínimos estabelecidos pela Constituição 18% do Orçamento da União, 25% dos cofres dos municípios e mais a complementação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Segundo dados referentes a 2007 divulgados em abril pelo Ministério da Educação (MEC), um aluno da educação infantil etapa que inclui a creche e a pré-escola - custou R$ 1.647 anuais. Já o CAQ inicial que está sendo discutido pelo CNE é de R$ 5.266 para creche e R$ 2.042 para a pré-escola.
No ensino fundamental, em cada estudante das séries iniciais (1ª a 4ª séries) foram investidos R$ 2.166 e dos anos finais (5ª a 8ª séries), R$ 2.317 ao longo de todo o ano. O CAQ inicial estabelecido para essas etapas é de R$ 1.942 e R$ 1.902 respectivamente. No ensino médio, o gasto público com um aluno foi de R$ 1.572 em 2007, enquanto a recomendação do CAQ é de R$ 1.957.
O indicador inclui investimento em infraestrutura, remuneração e formação de professores, além de estabelecer números máximos de alunos por turma: 13 para creche, 22 para a pré-escola, de 24 a 30 para o ensino fundamental e 30 para o ensino médio.
Daniel Cara destaca que o CAQ inicial não é um valor médio, mas um ponto de partida para se criar uma nova política de financiamento da educação. O impacto imediato, caso esses valores sejam adotados, seria de R$ 29 bilhões ao ano mais da metade do orçamento do MEC para 2010.
"A recomendação mínima da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é um investimento anual por aluno de US$ 10 mil. Ou seja, o CAQ, comparado com o parâmetro internacional, ainda é tímido. Mas ele é o custo inicial, é o início de um novo processo de organização do orçamento público brasileiro em educação",defende.
O CAQ foi discutido em audiência pública no CNE e será tema das conferências regionais que são preparatórias para a Conae. A ideia é que, após os debates, ele seja transformado em uma resolução do conselho e encaminhado ao MEC. O tema também deve ser incluído no novo Plano Nacional de Educação (PNE), que será traçado na Conae e aprovado pelo Congresso em 2010. Esse plano estabelece metas de acesso e qualidade para o ensino público que devem ser cumpridas em até dez anos.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Educação Especial
Redação Universo Educação
Em uma década, até o ano passado, aumentou em 15,1% o número de pessoas de 25 anos ou mais de idade que completaram oito anos de estudo. Dobrou também a proporção de jovens entre 18 e 24 anos cursando o Ensino Superior, hoje de 13,9%. Em ambos os casos, porém, a situação brasileira continua desfavorável na comparação com países avançados e mesmo com algumas nações sul-americanas. E é particularmente preocupante a constatação de que, também apesar dos avanços gradativos no âmbito do Ensino Fundamental nos últimos anos, mais da metade dos brasileiros não atingiu sequer esse nível de ensino, conforme a Síntese dos Indicadores Sociais de 2008, divulgada na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Qualquer sistema de avaliação de ensino costuma levar em conta o percentual da população com Ensino Médio completo, escolaridade considerada mínima para garantir alguma eficácia ao sistema educacional de um país. O levantamento divulgado agora indica que somente 36,8% dos jovens entre 18 e 24 anos têm 11 anos de estudo, o que corresponde ao nível básico. Isso significa que, quando se trata de escolaridade, é preciso reconhecer que as últimas administrações federais conferiram prioridade a esta área, visível sob o ponto de vista das políticas específicas e da alocação de recursos orçamentários. Mesmo com os sinais positivos dos últimos anos, ainda falta muito para o Brasil poder se equiparar a outros países sob o ponto de vista de ensino público de qualidade.
O mais recente retrato oficial da educação brasileira precisa ser visto, portanto, como um indicador de que, nessa área, políticas continuadas funcionam. Não podem, porém, se restringir a um ou outro governo. Projetos na área de ensino precisam contar com objetivos bem definidos, verbas no volume e no momento certo e devem visar sempre a um horizonte de médio e longo prazos. A despreocupação histórica com essas questões ajuda a explicar o fato de o Brasil continuar atrás de muitos países latino-americanos nessa área e, agora, estar precisando correr na tentativa de recuperar o tempo perdido.
As mesmas estatísticas oficiais não deixam dúvida de que o atraso brasileiro na área do ensino está na origem de uma série de problemas enfrentados pelo país na área social – do descaso com a infância, que leva a índices elevados de mortalidade infantil, à falta de oportunidades para os jovens no mercado de trabalho. É importante que o país possa aproveitar esse momento no qual tenta vencer a crise econômica para associá-lo definitivamente à preocupação com os avanços na área do ensino. Educação constitui pressuposto para o desenvolvimento sustentável de que o país tanto precisa para gerar riqueza e reduzir suas disparidades sociais.
Em uma década, até o ano passado, aumentou em 15,1% o número de pessoas de 25 anos ou mais de idade que completaram oito anos de estudo. Dobrou também a proporção de jovens entre 18 e 24 anos cursando o Ensino Superior, hoje de 13,9%. Em ambos os casos, porém, a situação brasileira continua desfavorável na comparação com países avançados e mesmo com algumas nações sul-americanas. E é particularmente preocupante a constatação de que, também apesar dos avanços gradativos no âmbito do Ensino Fundamental nos últimos anos, mais da metade dos brasileiros não atingiu sequer esse nível de ensino, conforme a Síntese dos Indicadores Sociais de 2008, divulgada na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Qualquer sistema de avaliação de ensino costuma levar em conta o percentual da população com Ensino Médio completo, escolaridade considerada mínima para garantir alguma eficácia ao sistema educacional de um país. O levantamento divulgado agora indica que somente 36,8% dos jovens entre 18 e 24 anos têm 11 anos de estudo, o que corresponde ao nível básico. Isso significa que, quando se trata de escolaridade, é preciso reconhecer que as últimas administrações federais conferiram prioridade a esta área, visível sob o ponto de vista das políticas específicas e da alocação de recursos orçamentários. Mesmo com os sinais positivos dos últimos anos, ainda falta muito para o Brasil poder se equiparar a outros países sob o ponto de vista de ensino público de qualidade.
O mais recente retrato oficial da educação brasileira precisa ser visto, portanto, como um indicador de que, nessa área, políticas continuadas funcionam. Não podem, porém, se restringir a um ou outro governo. Projetos na área de ensino precisam contar com objetivos bem definidos, verbas no volume e no momento certo e devem visar sempre a um horizonte de médio e longo prazos. A despreocupação histórica com essas questões ajuda a explicar o fato de o Brasil continuar atrás de muitos países latino-americanos nessa área e, agora, estar precisando correr na tentativa de recuperar o tempo perdido.
As mesmas estatísticas oficiais não deixam dúvida de que o atraso brasileiro na área do ensino está na origem de uma série de problemas enfrentados pelo país na área social – do descaso com a infância, que leva a índices elevados de mortalidade infantil, à falta de oportunidades para os jovens no mercado de trabalho. É importante que o país possa aproveitar esse momento no qual tenta vencer a crise econômica para associá-lo definitivamente à preocupação com os avanços na área do ensino. Educação constitui pressuposto para o desenvolvimento sustentável de que o país tanto precisa para gerar riqueza e reduzir suas disparidades sociais.
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